7.13.2005

População

Evolução da população do Avenal e de alguns lugares da freguesia do Sebal

Fonte: Recenseamentos Gerais da População, 1960-2001.

A população do Avenal ronda os 300 habitantes. Embora tenha conhecido ao longo do último século algumas flutuações, o montante não variou significativamente, o que não se verificou com os lugares adjacentes, designadamente os Alqueves e as Carvalheiras. Tão importante como a evolução quantitativa foi a sua evolução qualitativa, os novos avenalenses, oriundos de outras proveniencias, a influenciando a composição social que se alterou radicalmente nas últimas décadas, quer por esta via exógena, quer pelas transformações que foram ocorrendo entre os autoctones. Ao ponto de alterar aquilo que era a matriz do lugar, onde mergulhavam as suas raízes mais profundas, modificando a respectiva identidade e o modo como cada um de nós com ela se identifica e nela nos reviamos. Acabámos, como os verdadeiros emigrantes, estrangeiros na nossa própria casa.

7.11.2005

Avenal e a sua (micro)toponimia: o lugar e os seus significados

Avenal: génese de um nome

"Restos mozárabes de -N- y -L- conservadas se encuentran hasta en los alrededoresde Coimbra (Avenal en el Concelho de Condeixa, Malga en el Concelho de Coimbra; “ébem possível aliás que outros vestígios semelhantes se encontrem ainda para o Norte doMondego, sobretudo naquela área indecisa entre este e o limite do TerritórioPortucalense que só também com o findar do século XI reentra definitivamente no domínio cristão, passando a gravitar em torno de Coimbra e dos seus mosteiros, particularmente o de Santa Cruz”). “Parece pois não haver dúvida de que o carácterfortemente moçárabe desta zona [Avenal, Malga], já reconhecida no aspecto histórico,se estendia também à linguagem, que não conheceu o fenómeno tão tìpicamente galegoportuguêsda síncope de -l- e -n-. Partindo certamente de Coimbra, definitivamente conquistada em 1064, a ‘portugalização’ linguística terá feito desaparecer ràpidamente essas formas idiomáticas primitivas, de que apenas escassos vestígios se conservam natoponímia, a bem pequena distância aliás do foco inovador”.

Fonte: http://www.instituto-camoes.pt/cvc/hlp/biblioteca/baldinger.pdf

Avenal e a toponímia do seu termo

Alqueves s.m. acto ou efeito de alqueivar; pequena lavra de uma terra de pousio. Etim: origem duvidosa, provavelmente árabe alqueuê . "terra deserta". (1)

Alqueive. Terra que se lavra para que descanse.
s.m. Estado de uma terra lavrada que se deixa descansar.
Essa mesma terra. O alqueive, outrora indispensável para deixar descansar a terra e livrá-la das pragas, é atualmente em geral substituído pelos adubos e o emprego de plantas mudadas na rotação.

Arquivo sobre a origem e significado do termo Alqueive:
http://cvc.instituto-camoes.pt/bdc/lingua/boletimfilologia/22/boletim22_pag65_71.pdf
Medio tejo e toponimia arabe:
https://repositorio.uac.pt/bitstream/10400.3/474/1/ManuelSConde_p353-385.pdf

Almoinha. Do baixo-latim alimonia , 'mantimento' (que deu o espanhol limosna , 'esmola', e o inglês alimony , 'pensão de alimentos'). No português antigo, chamava-se almoinha a uma horta ou terra de agricultura de subsistência. Existe a variante Almuinha e o derivado Almoinhas .

Almoinha – árab.: casal agrícola com especial vocação para exploração hortícola.

Archinhas

Arneiro - o mesmo que arnado. "que tem areia, área sáfara". (1)

Barrosas -

Brejo - terreno alagadiço, lodoso; pântano, paúl. Terreno plano, de extensão mais ou menos considerável, alagadiço ou apaulado, que corre nas cabeceiras ou em áreas de transbordamento de rios. Terreno baixo, plano ou pouco acidentado, situado entre colinas, bem irrigado e fértil. Terreno baixo onde há nascentes. lugar impuro. Terreno agreste onde medram urzes; urzedo. Lugar húmido e frio. (1)

Cavada - Do português antigo cavada , no sentido de 'gruta' ou 'cova'. É bastante frequente em Portugal e na Galiza, assim como os seus derivados Cavadas , Cavadinha e Cavadinhas . Tem a variante Cabada .

Cardal -

Carvalheiras - mata de pequenos carvalhos silvestres. (1)

Pedreiras

Ribeira - terreno baixo, adjacente às margens de um rio e geralmente banhado por ele. (1)

(1) Dicionário Houaiss da língua Portuguesa.

Os nomes do lugar e os respectivos contextos

A microtoponimia fornece um conjunto de referências, a uma escala bastante próxima da real, que se revela indispensável à compreensão da relação que os habitantes foram estabelecendo com o território e como se processou a respectiva ocupação. Os nomes que identificam certas partes do lugar remetem-nos para especificidades locais, para um tempo em que as pessoas estabeleciam uma relação mais próxima e cumplice com o espaço onde se movimentavam, se encontravam mais dependentes do meio natural onde exerciam as actividades e asseguravam a sua subsistência.

O conjunto dos nome por que são vulgarmente conhecidas certas partes do termo do Avenal levam-nos a reflectir e a tentar sistematizar os respectivos significados segundo alguns aspectos bastante interessantes, pondo em evidência que a lenta adaptação do homem ao meio se sedimentou a partir de um saber de experiência feito.

. Povoamento, crescimento "urbano" e ocupação do território. Lugares banais como este raramente são referênciados, pois se a história é feita de vencedores, também a geografia se faz de lugares importantes, com dimensão populacional e económica. É por isso que o Avenal é um lugar oculto, sem espaço em livros, mapas ou, hoje como ontem, na net. O Avenal que domina a blogosfera é um lugar recente, mas que tem o condão de ter surgido no Oeste americano resultado da corrida, não ao ouro mas ao petróleo que o veio substituir.

O nosso Avenal é mais modesto, não aparece citado em livros: o Portugal Antigo e Moderno de Pinho Leal esqueceu-se de o destacar, anexando-o à freguesia de Sebal enquanto outras obras corográficas o juntam aos restantes quatro lugares com o mesmo nome, situados nos concelhos de Cadaval, Caldas da Rainha e Oliveira de Azemeis (...). Foi durante muito tempo um lugar fora do mapa. Só aparece em cartas recentes, quando os meios técnicos permitem mais rigor e escalas de maior dimensão e os poderes públicos, para melhor controlo do espaço e dos homens que nele habitam, conhecer o respectivo reino. Assim surgiu o Avenal nos mapas de 1:100.000, 1:50.000 e 1:25.000 que se dá conta noutro local.

A origem do lugar parece indeterminada, perdida no tempo. Se a descoberta recente de uma quinta com mosaicos romanos, junto ao Serrado, pode indiciar o centro espacial e temporal do lugar, está por averiguar as razões que levaram ao desaparecimento do povoado que teria existido na Ventosa, cuja capela tinha Santiago como orago. Aliás, a capela do Avenal, centro do mundo terreno para a comunidade que em torno dela gravitava, situa-se a uma escassa centena de metros da casa romana, inserida na rede de casas com a mesma função, que os romanos numa estratégia de colonização e controlo dos territórios ocupados, dispersaram numa malha regular a partir de Conímbriga.

A implantação do lugar adoça-se à morfologia, com uma estratégica exposição a sul, ocupando o lugar a parte mais elevada, enquanto a baixa era reservada para se implantarem os moinhos. Nas margens deste centro foram surgindo outros lugarejos, uns que permanecem habitados e, hoje, práticamente ligados ao Avenal, fazendo um contínuum, como os Alqueves, as Carvalheiras e, a sul e além rio, as Pedreiras.

As longínquas Barrosas

Mas existiam

Observando

Avenal: estradas & caminhos












Avenal. Referências

Saiu o seguinte livro contendo bastas referências ao Avenal:
Paulo Archer (2005) - Sebal em duas informações do século XVIII. Fragmentos da história duma comunidade rural. Coimbra, Ed. Autor.
Exemplo: p. 23: também no Avenal, em 1251, Petrilino deixa a obrigação de 3 morabitinos respeitantes aos rendimentos duma herdade e sua mulher, Maria Dona, deixa outra obrigação em Julho 1267. (Livro das Kalendas, 1947, P. 238).

O Avenal como projecto: temas a desenvolver

Temas. Assuntos a desenvolver:
1. Avenal: as origens; a terra

. Breve percurso histórico
. Toponímia e o espírito do lugar
. O lugar: implantação e evolução
2. O meio, o homem e as actividades
. A terra: solo e litologia
. A água: hidrografia (as obras de ...)
. A natureza, as plantas: a ocupação agricola e florestal
3. População e tranformação social
. Evolução demográfica
. processos migratórios e processos sociais
4. A economia local
. A terra e as actividades agrícolas
. O calendário agricola: o ciclo anual
. Uma terra de lavradores, moleiros e camponeses


Referências geográficas
2. As actividades ....
3. Pessoas
4. Factos
5. Histórias curiosas


Assuntos que podem orientar a pesquisa e os contributos a incluir: Fontes: - Livros e outros materiais onde ocorram referências ao Avenal. Transcrever as respectivas citações. - Imagens: fotografias novas e antigas, de pessoas e acontecimentos (p.ex: festas, casamentos, etc...); - Documentos: pesquisa a efectuar em arquivos.

7.10.2005

Outros Avenais: Ul, Oliveira de Azeméis; Caldas

Numa breve referência à história da localidade, podemos dizer que Ul está marcada por um passado remoto, recuando mesmo aos tempos pré-históricos, cuja presença está sobejamente comprovada por achados arqueológicos. Mas é da presença romana que esses vestígios são mais evidentes. A igreja matriz e a casa de Adães/capela de S. Nicolau Tolentino construídas muito mais tarde são dignas também de referência.
Geograficamente localizada na Beira Litoral, a 38 Km da cidade de Aveiro, capital de distrito, a escola do 1º ciclo de Adães, situa-se no lugar de Adães, freguesia de Santa Maria de Ul e dista aproximadamente 5 Km da sede do concelho de Oliveira de Azeméis. Ul confronta a poente com a freguesia de Loureiro, a nascente com Macinhata da Seixa, a norte com a freguesia de Oliveira de Azeméis e Madaíl e a sul com Travanca.
A freguesia de Ul compreende os seguintes lugares:
Adães, Aido do Carvalho, Avelão, Avenal, Crasto, Cruz, Devesa, Fonte, Igreja, Lousas, Norinhas, Ouriçosa, Outeiro do Moinho, Pego, Pinheiral, Porto de Vacas, Rua Direita, Salgueirinha, Serro de Baixo, Serro de Cima, Sobalo, Sobral, Souto e Troviscal.
AS CALDAS NO FINAL DAS OBRAS DE D. JOÃO V 1750, P.e Luís Cardoso
Foi antigamente governada por um Juíz ordinário a Câmara; hoje, porém, é sujeita ao Juíz de fora da Vila de Óbidos. Tem feira, três dias franca, que começa a 14 de Agosto, e todos os dias mercado de toda a casta de comestível, e no Verão em grande abundância. O seu termo é muito pequeno e consta de três lugares que são: o Campo, o Casal Novo e o Avenal.

Avenal. Cadaval

http://www.eb1-avenal-cadaval.rcts.pt/

Calicida Avenal

Deliberações N.º 1327/2003 a 1383/2003, de 08 de Agosto de 2003 (DR II.ª Série, N.º 205, 05-09-2003). Revogam as AIM dos seguintes medicamentos em diversas apresentações e dosagens: ... Calicida Avenal;

Patrominios. Nome de familia

Richard De MUCEGROS b.1182 Of, England d. Lvg 1228
Robert de Muscegros b.1207 Of, Worcestershire, England d.1253 Of, England
Alice de Dives b.1190 Of, England d.
John DE MUSCEGROS b.1232 Of, England d.1275 , England
Helewisia MALET b.1200 Of, England d.1287
Robert de Mucegros b.1254 Of, Bicknor Kent, England d.1280 , England
William Avenal b.1206 d.
Cecily Or Dulcia Avenal b.1234 Of, Bicknor Kent, England d.1301 , England
http://www.boydhouse.com/genealogy3/tp174.htm