6.04.2010

Família Vaz. História

Família Vaz

História

Francisco Vaz nasceu, aproximadamente , no ano de 1775, no lugar do Rodão, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal. Era casado com Agueda Mendes e viveram no lugar citado.

Pelo que sabemos, Francisco Vaz e Agueda Mendes, tiveram 03 (três) filhos: Jacinta nasceu, aproximadamente, no ano de 1802, João Vaz, aproximadamente, no ano de 1811, Miguel Vaz, aproximadamente, no ano de 1823, todos nascidos no lugar do Rodão, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

Miguel Vaz, um dos três filhos de Francisco Vaz e Agueda Mendes, era casado com Rosa Maria de Jesus da Peça e viveram no lugar do Avenal, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

Temos informação que o casal teve 07 (sete) filhos: José Vaz nasceu no dia 25/06/1825, Jacintha Jesus Vaz no dia 10/12/1827, Luiz Vaz nasceu no dia 26/02/1830, Umbelina da Conceição Vaz no dia 12/02/1833, Antonio Vaz no dia 17/04/1836, Manoel Vaz no dia 25/07/1839 e João Vaz no dia 14/11/1842, todos nascidos no lugar do Rodão, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

Jacintha Jesus Vaz, um dos sete filhos de Miguel Vaz e Rosa Maria de Jesus da Peça, era casada com Joaquim Gomes Tenente e viveram no lugar do Rodão, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

Sabemos que Jacintha Jesus Vaz e Joaquim Gomes Tenente tiveram 08 (oito) filhos: José nasceu no dia 03/04/1848, Maria no dia 14/02/1850, Umbelina Vaz no dia 05/12/1851, José Vaz no dia 02/12/1854, Joaquina no dia 25/02/1857, Thereza Vaz no dia 10/01/1860, Manoel no dia 10/01/1862 e Maria da Conceição no dia 04/05/1864, todos nascidos lugar do Rodão, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

Thereza Vaz, um dos oito filhos de Jacintha Jesus Vaz e Joaquim Gomes Tenente era casada com Antonio Monteiro e viveram no lugar do Sobreiro, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

Pelo que sabemos o casal teve 03 (três) filhos: Maria Monteiro nasceu no dia 15/01/1890, José Monteiro no dia 30/11/1891 e Antonio Monteiro Novo no dia 02/07/1900 e era casado com Maria Nazaré de Oliveira, todos nascidos no lugar do Rodão, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

José Monteiro, um dos três filhos de Thereza Vaz e Antonio Monteiro, veio para o Brasil sozinho. Saiu do porto de Lisboa, Portugal, desembarcando, no dia 22/04/1913, no porto de Santos, município de Santos, estado de São Paulo.

Casou no dia 14/07/1926, com Aurora Rodrigues, no município de Araraquara, estado de São Paulo, país Brasil, e teve 02 (dois) filhos: Aluízio Monteiro nasceu no dia 28/04/1928 e Thereza Rodrigues Monteiro no dia 02/03/1930, todos nascidos no município de Araraquara, estado de São Paulo, país Brasil.

José faleceu no dia 20/03/1970, no município de Rio Claro, estado de São Paulo, país Brasil, vítima de acidente automobilístico e foi enterrado no município de Araraquara, estado de São Paulo, país Brasil, onde residia.

José Monteiro foi comerciante, proprietário do Botequim do Galo e Hotel Lisboa no município de Araraquara, estado de São Paulo, país Brasil. Também, no mesmo município, teve uma mercearia e um bar.

Aluízio Monteiro, filho de José Monteiro e Aurora Rodrigues, se casou no dia 04/12/1954 com Adelaide do Prado, no município de Araraquara, estado de São Paulo, país Brasil, e teve 03 (três) filhos: Paulo Sergio Monteiro, nasceu no dia 07/10/1956, José Roberto Monteiro no dia 07/10/1956 e Aluízio Monteiro Junior no dia 23/11/1960, todos nascidos no município de Araraquara, estado de São Paulo, país Brasil

http://www.agenealogia.com/familia_vaz/familia_vaz_historia.htm

Família Matheus. História

Joaquina Maria Jesus Matheus nasceu, aproximadamente, no ano de 1781, no lugar do Rodão, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal. Era casada com Joaquim Gonçalves Jacinto e viveram no lugar citado.

Pelo que sabemos, Joaquina Maria Jesus Matheus e Joaquim Gonçalves Jacinto, tiveram 05 (cinco) filhos: Maria de Jesus Palrrilha nasceu, aproximadamente, no ano de 1803, Isabel de Jesus, aproximadamente, no ano de 1809, Manoel Gonçalves Jacinto, aproximadamente, no ano de 1810, Antonia de Jesus Palrrilha, aproximadamente, no ano de 1812, Josefa de Jesus, aproximadamente, no ano de 1816, todos nascidos no lugar do Avenal, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

Maria de Jesus Palrrilha, um dos filhos de Joaquina Maria de Jesus Matheus e Joaquim Gonçalves Jacinto, era casada com Miguel Gomes Tenente e viveram no lugar do Avenal, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

Tenho informação que Maria de Jesus Palrrilha e Miguel Gomes Tenente, tiveram 05 (cinco) filhos: Joaquim Gomes Tenente nasceu no dia 18/05/1825, João Gomes Tenente no dia 18/09/1828, Joaquina no dia 14/10/1831, Maria Joanna no dia 03/01/1838 e José Gomes Tenente no dia 20/06/1839, todos nascidos no lugar do Avenal, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

Joaquim Gomes Tenente, um dos cinco filhos de Maria de Jesus Palrrilha e Miguel Gomes Tenente, era casado com Jacintha Jesus Vaz e viveram no lugar do Rodão, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

Pelo que sabemos o casal teve 08 (oito) filhos: José nasceu no dia 03/04/1848, Maria no dia 14/02/1850, Umbelina Vaz no dia 05/12/1851, José Vaz no dia 02/12/1854, Joaquina no dia 25/02/1857, Thereza Vaz no dia 10/01/1860, Manoel Vaz no dia 10/01/1862 e Maria da Conceição no dia 04/05/1864, todos nascidos no lugar do Rodão, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

Thereza Vaz, um dos 08 (oito) filhos de Joaquim Gomes Tenente e Jacintha Jesus Vaz, era casada com Antonio Monteiro e viveram no lugar do Sobreiro, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

Pelo que sabemos o casal teve 03 (três) filhos: Maria Monteiro nasceu em 15/01/1890, José Monteiro no dia 30/11/1891 e Antonio Monteiro Novo no dia 02/07/1900 e era casado com Maria Nazaré de Oliveira, todos nascidos no lugar do Rodão, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

José Monteiro, um dos três filhos de Antonio Monteiro e Thereza, veio para o Brasil sozinho. Saiu do porto de Lisboa, Portugal, desembarcando, no dia 22/04/1913, no porto de Santos, município de Santos, estado de São Paulo.

Casou no dia 14/07/1926, com Aurora Rodrigues, no município de Araraquara, estado de São Paulo, país Brasil, e teve 02 (dois) filhos: Aluízio Monteiro nasceu no dia 28/04/1928 e Thereza Rodrigues Monteiro no dia 02/03/1930, todos nascidos no município de Araraquara, estado de São Paulo, país Brasil.

José faleceu no dia 20/03/1970, no município de Rio Claro, estado de São Paulo, país Brasil, vítima de acidente automobilístico e foi enterrado no município de Araraquara, estado de São Paulo, país Brasil, onde residia.

José Monteiro foi comerciante, proprietário do Botequim do Galo e Hotel Lisboa no município de Araraquara, estado de São Paulo, país Brasil. Também, no mesmo município, teve uma mercearia e um bar.

Aluízio Monteiro, filho de José Monteiro e Aurora Rodrigues, se casou no dia 04/12/1954 com Adelaide do Prado, no município de Araraquara, estado de São Paulo, país Brasil, e teve 03 (três) filhos: Paulo Sergio Monteiro, nasceu no dia 07/10/1956, José Roberto Monteiro no dia 07/10/1956 e Aluízio Monteiro Junior no dia 23/11/1960, todos nascidos no município de Araraquara, estado de São Paulo, país Brasil.

http://www.agenealogia.com/familia_matheus/html/index/ind0001.html

Antonio Gonçalves Jacinto Nujo NOVO;
http://www.agenealogia.com/familia_matheus/html/d0000/g0000002.html#I041

Sobre o topónimo Avenal

Ora sucede que dois topónimos postos recentemente em foco por um estudo sobre o acampamento romano de Antanhol, publicado pela Faculdade de Letras de Coimbra (7), vêm permitir fazer avançar decididamente mais para o Norte o limite geográfico da conservação moçárabe de n e l intervocálicos. Os nomes tópicos em questão são Avenal e Malga.

O primeiro, Avenal, é hoje o nome de uma povoação da freguesia de Sèbal Grande no concelho de Condeixa e os documentos mostram-nos, sem sombra de dúvida, que topónimo e povoação coincidem com um pequeno território junto do rio de Cernache, conhecido no século XII como Avellanale (sítio das avelãs ou aveleiras) (8). À primeira vista a forma moderna, em comparação com aquela mais antiga, parece apresentar um exemplo de uma evolução perfeitamente insólita: a supressão da geminada -ll- ao lado da conservação de n simples intervocálico. As restantes formas que os documentos nos transmitem provam todavia que não se trata bem disso.
Vejamos quais são essas formas documentalmente transmitidas:

1. Avellanale e Avelanal ― sécs. XII e XIII (9);

2. Avelaal ― sécs. XII e XIII (10) (deve ler-se certamente Avelãal);

3. Avenanali, Averanal, Avenelar ― uma vez cada uma no séc. XIII (ou começos do XIV quanto à última) (11);

4. Avenal ― séc. XIII e depois séc. XVII (12) ― trata-se, como sabemos, da forma que finalmente prevaleceu.

A primeira forma pode corresponder, e em parte corresponde (como nos documentos de 1159 e 1182 citados na nota 9), a um ‘latinismo’, forma tradicional conservada na linguagem tabeliónica, mas nada impede que possa representar ― e as formas seguintes fazem-no supor ― uma variante ainda viva daquele nome de lugar. A segunda corresponde à forma setentrional, com tratamento ‘português’ da nasal medial, acaso usada pelos portugueses ao Norte do Mondego, que conheciam a correspondência Avelãal/Avelanal, Avenal ou similar, estas como variantes usadas ‘in loco’, e escolhiam a primeira.

As terceiras, finalmente, devem, segundo creio, interpretar-se como formas intermediárias, certamente de uso popular (13), que nos podem mostrar como o nome Avelanal, com o n intervocálico conservado, através de várias oscilações, chegou até à forma Avenal, que, documentada como vimos já desde o séc. XIII, acabou por se fixar no uso geral, prevalecendo sobre todas as outras.
A sequência de sonantes alveolares l-n-l, que, pela vizinhança articulatória e acústica dos três fonemas nas duas sílabas seguidas, oferecia dificuldades de realização [ou de identificação], sobretudo desde que se completara a simplificação das geminadas, levando ao enfraquecimento da articulação da primeira líquida, provocou, como se vê, uma série de fenómenos de dissimilação e de metátese, que aquelas formas precisamente documentam: a assimilação l-n-l > r-n-l em Averanal; a dissimilação l-n-l > n-n-l em Avenanal; finalmente a dissimilação com metátese l n l n l r em Avenelar (14).

É possível que Avenanal esteja directamente na base da forma actual, através de uma pronúncia obscurecida da vogal pretónica a > e, semelhante à documentada em Avenelar. É possível também que Avenal resulte mais rapidamente de uma variante (contemporânea de Avenanal, etc.) Avelenal ou *Avenelal, em que a síncope da vogal em posição fraca apressasse a assimilação da líquida à nasal vizinha (seguinte ou precedente), facilitada pelo processo dissimilatório que a opunha à outra líquida, final. Aliás, partindo-se de uma foram Avenelal, não documentada mas de cuja existência no uso local dá claro indício a outra variante Avenelar (15), o fenómeno assimilatório que suporia a sua transformação em Avenal (Avenlal > *Avennal ― tendo inicialmente a consoante assimilada função silábica) teria perfeito paralelo no topónimo vizinho Anobra, que nos documentos mais antigos oferece a forma Anlubria (16). Em todo o caso, deve admitir-se que, por um período indeterminado de tempo, mais ou menos prolongado, o nome de lugar em apreço se apresentava na norma linguística local em forma oscilante, que admitia mais de uma realização, até ao momento em que uma das variantes acabou por se generalizar e se impor como forma única. Essa variante foi Avenal, em que já se não observava a incómoda sucessão consonântica l-n-l.

In: http://cvc.instituto-camoes.pt/hlp/biblioteca/mocarabismo.pdf

Avenal. Cidade da Califórnia

Avenal é uma cidade localizada no estado americano de Califórnia, no Condado de Kings.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Avenal




7.29.2009

Moinhos

Museu Moinho das Lapas
Dos 72 moinhos outrora existentes na freguesia de Cernache, restam, ao longo da ribeira que atravessa a vila, o moinho das Lapas agora transformado em museu, o moinho do José Café transformado num pequeno museu particular da actual proprietária Amélia Póvoa, o moinho do António Póvoa, parcialmente conservado com os seus pertences e o moinho do "Sono", o único ainda em actividade.
Os restantes ou foram demolidos ou encontram-se degradados ou mesmo em ruína. Sobre os moinhos e moleiros de Cernache veja-se o livro com o mesmo título, n.º 8 da série "Coimbra Património" editado em 2007 pela Câmara Municipal de Coimbra, à venda na Casa da Cultura.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cernache#Museu_Moinho_das_Lapas

http://www.moinhosdeportugal.org/
http://moinhosdeportugal.no.sapo.pt/
http://www.cm-boticas.pt/moinhos/livro.html

5.16.2009

Genealogia. Familia Campos

Violante Peça de Campos nasceu, aproximadamente, no ano de 1776, no lugar do Avenal, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal. Era casada com João Gomes Tenente e viveram no lugar citado.
Pelo que sabemos, Violante Peça de Campos e João Gomes Tenente, tiveram 05 (cinco) filhos: Miguel Gomes Tenente nasceu, aproximadamente, no ano de 1798, Manoel Gomes Tenente nasceu, aproximadamente, no ano de 1805, João Gomes Tenente, aproximadamente, no ano de 1810, Maria de Jesus Tenente, aproximadamente, no ano de 1817 e Maria Joanna de Jesus Tenente, aproximadamente, no ano de 1819, todos nascidos no lugar do Avenal, freguesia de Sebal, município de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, país Portugal.

Avenal: o nome do lugar e as suas (remotas) origens

MIGUEL PESSOA, Contributo para o estudo dos mosaicos romanos no território das civitates de Aeminium e de Conimbriga, Portugal. Referência ao Olival dito da Miquinhas, Avenal: http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/RPA/v8n2/folder/363-401.pdf


"Ora sucede que dois topónimos postos recentemente em foco por um estudo sobre o acampamento romano de Antanhol, publicado pela Faculdade de Letras de Coimbra (7), vêm permitir fazer avançar decididamente mais para o Norte o limite geográfico da conservação moçárabe de n e l intervocálicos. Os nomes tópicos em questão são Avenal e Malga. O primeiro, Avenal, é hoje o nome de uma povoação da freguesia de Sèbal Grande no concelho de Condeixa e os documentos mostram-nos, sem sombra de dúvida, que topónimo e povoação coincidem com um pequeno território junto do rio de Cernache, conhecido no século XII como Avellanale (sítio das avelãs ou aveleiras) (8). À primeira vista a forma moderna, em comparação com aquela mais antiga, parece apresentar um exemplo de uma evolução perfeitamente insólita: a supressão da geminada -ll- ao lado da conservação de -n- simples intervocálico. As restantes formas que os documentos nos transmitem provam todavia que não se trata bem disso.
Vejamos quais são essas formas documentalmente transmitidas:
1. Avellanale e Avelanal ― sécs. XII e XIII (9);
2. Avelaal ― sécs. XII e XIII (10) (deve ler-se certamente Avelãal);
3. Avenanali, Averanal, Avenelar ― uma vez cada uma no séc. XIII (ou começos do XIV quanto à última) (11);
4. Avenal ― séc. XIII e depois séc. XVII (12) ― trata-se, como sabemos, da forma que finalmente prevaleceu.
A primeira forma pode corresponder, e em parte corresponde (como nos documentos de 1159 e 1182 citados na nota 9), a um ‘latinismo’, forma tradicional conservada na linguagem tabeliónica, mas nada impede que possa representar ― e as formas seguintes fazem-no supor ― uma variante ainda viva daquele nome de lugar.
A segunda corresponde à forma setentrional, com tratamento ‘português’ da nasal medial, acaso usada pelos portugueses ao Norte do Mondego, que conheciam a correspondência Avelãal/Avelanal, Avenal ou similar, estas como variantes usadas ‘in loco’, e escolhiam a primeira. As terceiras, finalmente, devem, segundo creio, interpretar-se como formas intermediárias, certamente de uso popular (13), que nos podem mostrar como o nome Avelanal, com o n intervocálico conservado, através de várias oscilações, chegou até à forma Avenal, que, documentada como vimos já desde o séc. XIII, acabou por se fixar no uso geral, prevalecendo sobre todas as outras.
A sequência de sonantes alveolares l-n-l, que, pela vizinhança articulatória e acústica dos três fonemas nas duas sílabas seguidas, oferecia dificuldades de realização [ou de identificação], sobretudo desde que se completara a simplificação das geminadas, levando ao enfraquecimento da articulação da primeira líquida, provocou, como se vê, uma série de fenómenos de dissimilação e de metátese, que aquelas formas precisamente documentam: a assimilação l-n-l > r-n-l em Averanal; a dissimilação l-n-l > n-n-l em Avenanal; finalmente a dissimilação com metátese l-n-l > n-l-r em Avenelar (14).
É possível que Avenanal esteja directamente na base da forma actual, através de uma pronúncia obscurecida da vogal pretónica a > e, semelhante à documentada em Avenelar. É possível também que Avenal resulte mais rapidamente de uma variante (contemporânea de Avenanal, etc.) *Avelenal ou *Avenelal, em que a síncope da vogal em posição fraca apressasse a assimilação da líquida à nasal vizinha (seguinte ou precedente), facilitada pelo processo dissimilatório que a opunha à outra líquida, final. Aliás, partindo-se de uma foram *Avenelal, não documentada mas de cuja existência no uso local dá claro indício a outra variante Avenelar (15), o fenómeno assimilatório que suporia a sua transformação em Avenal (*Avenlal > *Avennal ― tendo inicialmente a consoante assimilada função silábica) teria perfeito paralelo no topónimo vizinho Anobra, que nos documentos mais antigos oferece a forma Anlubria (16). Em todo o caso, deve admitir-se que, por um período indeterminado de tempo, mais ou menos prolongado, o nome de lugar em apreço se apresentava na norma linguística local em forma oscilante, que admitia mais de uma realização, até ao momento em que uma das variantes acabou por se generalizar e se impor como forma única. Essa variante foi Avenal, em que já se não observava a incómoda sucessão consonântica l- n -l (17)."
Fonte:
http://cvc.instituto-camoes.pt/hlp/biblioteca/mocarabismo.pdf

(17) Não me parece, pelo contrário, que se possa considerar uma outra hipótese: a de que Avenal resultasse de Avelal (do Avelaal, isto é, Avelãal antigamente atestado) por dissimilação l-l > n-l. Em primeiro lugar porque não parece haver outro exemplo em português de tal processo dissimilatório (nível entrou do castelhano, provindo aí do catalão ou de um dos idiomas galo-românicos; em todo o caso a dissimilação livél > nivél, que também naqueles idiomas aparece isolada, não apresenta as mesmas circunstâncias que se encontrariam na suposta evolução Avelal > Avenal), sendo resultado normal, na dissimilação de duas laterais, a substituição de uma delas por uma vibrante (l-l > l-r ou l-l > r-l conforme os casos); em segundo lugar, porque, encontrando-se as duas líquidos na sílaba tónica, uma antes outra depois do centro silábico (-lál), seria a primeira e não a segunda que teria condições para prevalecer, sendo, como é, sempre em posição final de sílaba que a articulação de qualquer consoante é mais fraca e sujeita a todos os acidentes. Em suma, o único resultado a esperar de uma dissimilação em Avelal seria Avelar, idêntico aos vários Avelares que se encontram no Norte e Centro de Portugal, da mesma forma aliás por que de *Avenelal resultou o Avenelar atrás registado. Aliás a permanência documentada no séc. XIII de formas não sincopadas do topónimo, prova que o actual Avenal deve tomar-se como continuação destas é não do Avelãal desaparecido.